foto2.jpg

.

.

abccc.jpg

Curta Facebook

Garrotilho
Garrotilho, uma gripe eqüina  

Revista Hippus de Janeiro de 1987

O garrotilho, ou adenite eqüina (também chamada gurma ou corisa contagiosa), uma espécie de gripe que atinge especificamente os eqüinos. E, como as maioria das doenças respiratórias não oferece grande perigo ao animal se convenientemente tratada, complicando-se caso haja desleixo no tratamento.
Tendo como agente patogênico uma bactéria denominada Streptococos equii, o garrotilho costuma atingir os animais mais novos, até cinco anos de idade, ou ainda os mais idosos, ou seja, contamina os animais mais sensíveis, mais debilitados fisicamente (o animal adulto normalmente já criou anticorpos, portanto , mais resistente).

O garrotilho , mais comum onde a entrada e saída de animais , constante, como num Jóckey Clube. Nos Jóckeys, periodicamente surgem novas levas de cavalos. São ocasiões propícias para a contaminação, chegando a atingir mesmo os animais que tenham sido imunizados pela vacina específica, que deve ser aplicada em todos os potros acima de seis meses de idade, ainda que os resultados da imunização não sejam totalmente seguros. Nas ocasiões de entrada de um novo plantel de cavalos num local onde haja grande concentração destes, todos os animais com idade inferior a cinco anos devem ser submetidos a uma nova dose de vacina.

Além disso, outras precauções devem ser tomadas para evitar o contágio. Uma delas, não aglomerar os cavalos recém-chegados com os demais, pois podem estar contaminados. Clima frio e úmido são condições ideais para a propagação da doença. Os principais sintomas do garrotilho são: corrimento nasal purulento bilateral, gânglios submaxilares e faringeanos, temperatura elevada (febre - 40º e 41º C), inapetência e eventualmente tosse.

Tratamento
Não há segredo no tratamento do animal vítima de garrotilho. O preciso antes de mais nada, repouso absoluto, boas condições de instalação, água fresca, boa alimentação (alimentos tenros em pequenas quantidades, como cenoura, feno de alfafa, capim verde) e vitaminas, especialmente os complexos B e C. Se o animal estiver no pasto o melhor , recolhê-lo à cocheira, agasalhando-o com uma manta ou capa. O medicamento tradicional, a penicilina, que costuma resolver 95% dos casos. As tetraciclinas e as sulfaterapias também são indicadas no tratamento. Se não houver melhora com o antibiótico ser preciso então fazer uma cultura, com material colhido através do espirro, da tosse ou do catarro.

Perigos
Normalmente o garrotilho não passa de uma febre forte, não causando nenhum grande prejuízo ao animal, exceto a debilidade momentânea, a interrupção do treinamento em caso de animal e competição e outros pequenos problemas. Via de regra, o animal fica em repouso de 15 dias a 2 meses, exceto quando o tratamento não , feito corretamente, como nas ocasiões em que h ausência de vitaminas. Então a situação pode se complicar, passando de garrotilho (adenite eqüina) para traqueíte, daí para faringite, desta para bronquite e finalmente para alveolite e pneumonia.

Mesmo sem chegar a este estágio, todavia, o mal tratamento pode deixar seqüelas, se mal feito. Ainda que não correndo perigo de vida o animal poder levar bastante tempo para se recuperar totalmente. Por exemplo, quando a bolsa gutural, localizada atrás da orelha, se enche de catarro: seu esvaziamento , muito demorado e enquanto houver catarro o animal não estar curado. O pequeno criador não precisa se preocupar tanto com a doença, desde, , claro, que imunize os animais a partir dos seis meses de idade e tome as providencias necessárias quando houver contaminação.

Dr. Joel Silveira, em matéria publicada na Revista Hippus de Janeiro de 1987.

 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack